quarta-feira, 14 de dezembro de 2011

É o que todo mundo diz.

Dias lindos estes últimos que passei. Estive pela primeira vez no Rio de Janeiro, e enfim entendi porque esta cidade tem o apelidinho básico de "Cidade Maravilhosa". O Rio me pareceu como uma destas mulheres que por mais largada e decadente que um dia venha a se tornar, será para sempre linda.
A despeito da fama do Rio de lugar violento e cheio de gente querendo tirar vantagem, fui e voltei numa boa. Recebi dicas ótimas de taxistas honestos, que em nenhum momento deram voltas a mais. Fui bem atendida em botecos e fiz tudo isso com um gringo do lado. Um americano mais branco que leite e bastante cuca fresca.

Foi graças a ele que eu finalmente resolvi conhecer a cidade turística mais famosa do Brasil para o mundo. Olhando para aquela praia linda ensolarada, perguntei a mim mesma: por que eu nunca fiz isso antes? Uma cidade fantástica que fica a 7 horas de distância ou 45 min de avião da minha cidade. Acho que foi justamente por isso: era um destino óbvio.

As coisas óbvias e comuns nunca me atraíram a atenção. Eu sempre procuro o que é mais difícil achar. Aprendo muita coisa com essa mania estranha. Cada vez mais vejo que sempre há mais para ver, e me encanto. Mas às vezes essa curiosidade demasiada me faz perder o essencial, aquilo que eu sempre quis, que eu sempre soube onde estava, e que, exatamente por isso, não fui buscar. E eu caio no pior clichê: aquele que evitamos somente por ser um clichê.

Quer saber? Viva o óbvio. Também.







1 comentários:

  1. Eu adoro o Rio, todas as vezes que fui, nunca tive nenhum problema, o povo é super descolado e simpático, eu lembro uma dia, estava 1h30 da madrugada no samba da Lapa, tudo tranquilo, mas minha mãe fica com o coração na mão, toda vez q vou para lá, isso que dá ficar assistindo Datena. rs

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