Coisa simples, quase banal, é um fio de cabelo. Coisa bem mais complicada, muito importante, são vários. Nesta semana aprendi a importância do meu cabelo.
Eu queria uma mudança. Aquela cabeleira enorme já tinha dado o que tinha que dar. Mudar de cor? Já tinha mudado, e estava ficando um pouco preocupada com esta coisa de ter que sustentar uma aparência "falsa" ao ter que retocar a tintura a cada dois meses. Então decidi que estava na hora de ir ao cabeleireiro.
Pra quê? Não sei. Eu ia lá mudar o cabelo. O que eu queria? Não sabia. Sair daquele visual "beleza garantida" que é o cabelo comprido; este visual conservador, que é quase infalível se está bem escovado. Chega deste cabelão que todo mundo elogia e os homens gostam de olhar. Quem sabe um corte mais moderno, arrojado, ousado, que desenhe o rosto e seja uma moldura melhor que o quadro.
E então eu disse as frases fatais: "Pode cortar um pouco mais". "Vamos sair de um cabelo comprido para um cabelo médio". "Tire uns 5 dedos" (amputação geral). E foi assim que aconteceu.
Ele ia cortando e conversando, como sempre. Fabio Giampietro é um dos melhores cabeleireiros que eu já conheci. Em 10 minutos te transforma numa diva, seja qual for seu cabelo. E faz com que você nao tenha que usar milhões de produtos para arrematar. Ele entende o seu cabelo e corta. Faz o que ele quer, dentro mais ou menos, do que você pede.
Ainda bem que ele é assim. Cortou mesmo, mas fez de um jeito que ficou bem cortado e moderno.
Bem, cortado. Cortado. Curto. Ahhhhhhh!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!
Meu cabelo...
meu cabelinho...
meu cabelão...
Que saudade do meu cabelo...
Este cabelo médio! Para quê eu quero um cabelo médio? Nem curto nem comprido, nem quente nem frio, nem preto nem branco, nem forte nem fraco. Médio. Comedido. Ok, cabelo é uma coisa que cresce. Vai crescer. Vai passar.
O que eu esperava? Que o cabeleireiro mudasse minha vida com um corte de cabelo lindíssimo? Que este corte de cabelo fosse tão lindo e moderno quanto os olhares que eu quero atrair? Um milagre?
Sim. Um milagre. Acho que todos nós quando deixamos alguém tocar no nosso corpo e modificá-lo - sejam cabelos, unhas, uma massagem na coluna - sempre queremos algo que só o outro pode nos dar. Um ponto de vista diferente do nosso, um carinho conosco que já não temos.
Em geral, um bom profissional de beleza e estética, desses que amam sua profissão, sabe disso. Por isso se envolvem, nos envolvem, e... bem, esta é uma outra história, que dá até um doutorado! ; )
Ju,
ResponderExcluirnao sei pq vc nao gostou mas tb sei por experiencia propria que mulheres exageram nessas coisas, tanto nas expectativas quanto no julgamento final.
Eu passei por algo parecido em Novembro e foi por causa desse tal de "cabelo medio". Cortei e fiquei decepcionada, faltou um "tchan" digamos assim. Hoje acho que, pelo menos para mim, melhor sao os dois extremos, comprido ou curto geometrico, soh que esse eu ainda nao tive coragem de testar. Mas um dia irei.
Agora, bola pra frente, que cabelo cresce de novo...
bjos
Lilian
esperamos que o cabeleireiro faça milagres, seja nosso analista e cirurgião plástico, queremos que ele muda por fora o que nos incomoda por dentro. Tb já tingi meus cabelos de todas as cores, fiz cortes horríveis. Hj estou em busca do que dá menos trabalho, não tinjo, estou ficando 'grisalha', aparo na lua cheia, não faço chapinha e nem vou ficar loira, entrei na onda "cansei de ser sexy", quem quiser, aceita-me como sou, sem máscaras nem artifícios, com a juba descabelada. Mas que dá raiva de um cabelo cortado do jeito que não esperamos, ah, isso dá! rsrsrs Pelo menos cabelo cresce...
ResponderExcluirNEM TÃO BANAL OU BANAIS (enquanto vejo a história e ouço a música de Bob Dylan no Canal Brasil)
ResponderExcluirCabelos
(pra quem ainda os tem)
podem ser sinal dos tempos.
Esvoaçantes, ou soltos,
presos em forma de coque,
louros, brancos, morenos, azuis ou estrelados.
Cabelos podem dizer como está o coração:
Se leve, livre e solto,
se taciturno, vazio, solitário ou ermo.
Cabelos revoltos, rebeldes, libertários
ou alisados, mornos, dominados,
escravos do medo,
neles se enxerga o olhar que mira o horizonte
e suas entranhas.
Ou a circunstância que cerca a fronteira
da beleza e do encanto.
Se cabelos curtos, o rosto e o brilho.
Se longos, o vento e as lufadas de sol.
Cabelos não são neutros.
São justos.
Gritos que antecipam a manhã
e deixam a casa aberta para o outro, a outra,
o mundo e a vida.
Obrigada pelos comentários pessoal! E o poema é maravilhoso! Obrigada!
ResponderExcluirOlá, Juliana!
ResponderExcluirPor favor, você sabe onde posso encontrar o Fabio Giampietro??? Há muito eu perdi seu contato...
Obrigada!
E parabéns pelo blog!
Paula del Rio
Oi Paula,
ResponderExcluirPosso te passar o tel e o email, mas me passe seu email para eu nao ter que publicar os dados pessoais dele aqui.
Abraço!
Obrigada, Juliana!
ResponderExcluirPor favor, me envie para paulaadr@uol.com.br
Outro abraço!
Juliana, me desculpa! O endereço correto é pauladr@uol.com.br (só um "a"). Me perdoe o incômodo...
ResponderExcluirBoa semana!
Abraço!
Juliana,
ResponderExcluirNão sei se o Fábio que vc fala é o mesmo.
Cortei cabelo com um Giampietro por mais de 10 anos e ele sumiu, evaporou, desintegrou e nunca mais encontrei. Se for o mesmo concordo com tudo que vc disse, além dele ser inteligente e divertido. Se vc falar com ele ve se ele lembra, ai vou tentar encontra-lo. Eurico
Oi Eurico,
ResponderExcluirEste Fábio Giampietro cortava num Jacques Janine nos JArdins, e daí resolveu começar a cortar na casa dele. Já que´e tanta gente pedindo, aqui vai: fabiogiampietro11@yahoo.com
Super recomendo!
MAnda um email pra ele!