É... eu tentei. Disse a ele que estava me sufocando. Esta coisa de ter que contar para ele o que estou fazendo, mostrar o que fiz, para mim já estava ficando invasivo. E o pior, é que ele não se contentava em saber da minha vida: tinha que contar para os outros! Os outros quem? Ele dizia que eram só os meus amigos; no máximo amigos dos meus amigos... mas eu nunca acreditei nisso totalmente. Acho que ele acabava contando para quem pagasse mais. Eu tinha que dar um basta nisso.
E esta história de querer que os amigos dele sejam os meus também? Oras! A boa educação tem limites! E eu sempre ficava naquela "saia justa" de: aceito ou nao esta nova amizade que eu nem sei direito quem é? Ou aquele cara que mal falava comigo na quinta série, que ele encontra e insiste em dizer que eu tenho que ser amiga? É, já está um pouco demais: "forçou a amizade".
Então eu disse-me: chega de você, Feici (era assim que eu carinhosamente o chamava). Mas não vou fazer um corte assim na nossa relação: vamos fazer um "transição lenta e gradual" para o status de "relação nenhuma". Assim, decidi, aos poucos, ir recolhendo minhas coisas da casa dele: as fotos do aniversário, da última viagem, do último fim de semana... tirei tambem minhas marcas das fotos dos outros que ele insistia em juntar com as minhas. E fui saindo... dizendo a mim mesma que ganharia muito com o novo espaço que iria se abrir em minha vida, afinal, quanto tempo eu estava p erdendo nesta relação! Pois enquanto eu ficava prestanto atenção nele, tentando me atulizar com todas as suas novidades, eu poderia estar desfrutando um bom livro, ou a companhia real de um amigo de verdade, quem sabe.
Então Sr. Feici Buqui, o nosso relacionamento acabou!
Mas... a gente sabe que um relacionamento sempre tem suas idas e vindas...
Daí eu pensei: e aquele pessoal que sempre fica online no domingo? E as novidades todas que fico ssabendo apenas por lá? E este querido blog, que só é lido quase pelos "nossos" amigos? É... vou lá espiar o que há.
Espiei, confesso. Depois escrevi uma coisinha de nada. Falei com uma, duas ou tres pessoas, mas foi só. Sem mais fotos, links, e... e sem mais! Chega deste de você, Feici! Não sou mulher de malandro pra você me tratar assim, me deixando dependente de te ver todos os dias, me fazendo promessas falsas de amor eterno, de amizades incríveis, de experiencias fantásticas. Agora vai ser diferente: você só vai fazer comigo o que eu quiser! (E ele me cochicha: "isto é o que vamos ver...")
uAHUhuah boa! XÔ, neurose midiática!
ResponderExcluirHaha, muito bom. Depois me conta se conseguiu manter a distância!
ResponderExcluirPois é...É realamente demais quando FB se torna um relacionamento. Mas será que consegue manter a regra de "No Contact"?
ResponderExcluirA VIDA E SEUS MILAGRES
ResponderExcluirQuando você tem um falso amor,
mas você não sabe que este amor é falso,
você confia a vida,
você se entrega toda/o,
você dá abraços e beijos
como se amor verdadeiro fosse.
O amor que não é amor
se refestela na cama e no sofá,
invade a cozinha, o fogão e a pia,
toma conta das sacadas
e do andar inteiro do apartamento.
Quando você descobre o cheiro de mofo
do quarto e da sala de estar,
e abandona esse falso amor,
um vazio se instala na alma.
O coração parece um terreno cheio de mato,
onde não cabem flores ou frutos.
Mas aí, um dia, teus olhos se abrem.
É como se entrasse pela janela
uma ponta de lua,
uma nesga de sol cálido,
uma brisa leve no calor do rio.
Amores novos brotarão no caminho?
Haverá alguma fresta
onde navegarão sabores diferentes,
sem inodoros temperos
ou paladares enganosos?
Ou os tempos de desencanto
ocuparam todos os espaços,
todas as esquinas,
todas as veias?
Amores vêm,
amores vão,
amores virão.
Vivendo e aprendendo,
chorando e sangrando,
caindo e levantando.
É a vida
e seus milagres.
Lindo lindo! O que mais posso dizer?
ResponderExcluirFaz parte dos milagres humanos. Andei esrcevendo sobre outros aqui: http://sentirporescrito.blogspot.com/2010/07/perdao.html
Por incrível que pareça, rola domar as redes sociais. Tudo o que está lá foi exposto por nós mesmos. Acho legal as ferramentas de criar grupos e de definir quem pode acessar o que. Mas o mais legal é compartilhar somente aqui que você está a fim. Afinal de contas, mídia social tem o seu quê de boteco. Você pode ir lá às vezes, encontrar os amigos, tomar umas brejas. Mas você pode também ir todo dia, beber pra caralho, afogar as mágoas, ficar viciado...
ResponderExcluirHum... nao sei se concordo. As conversas de boteco nao são registradas como as interações virtuais. E cá para nós, elas são muito mais interessantes e vivas! Veja você, por exemplo: estamos aqui debatendo, e de maneira nenhuma considero que estamos matando as saudades dos nossos papos cômico-filosóficos, como aquele memorável do banheiro literário... Seu sumido! ; )
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